segunda-feira, 6 de junho de 2011

E hoje, enquanto eu observava um arcanjo limpar as minhas flores esqueci a chave da caxanga na porteira. Mas vieram os erês, guardaram tudo e celaram a minha porta com suspiros. 
Porém, durante todo o dia alguma coisa pesava nessa alma de preto velho e me fazia querer nada, e era como se a vontade de ir encontrasse um muro de cimento fresco, recém criado para me atrapalhar.
Mas segui a estrada e vinham almas que me alimentaram sem que eu pedisse, me alertaram do perigo sem que eu estivesse com medo e puxaram um grande e lindo tapete vermelho para os meus sonhos. E de noite, haaaa ... uma bela flor de baunilha me perfumou.
Voltei para casa e o doce dos suspiros tinham atraído borboletas que de tão levez e bonitas impediam que qualquer maldade humana e sobre-humana me fizessem mal.
Agora, esta alma está em paz, dorme em uma nuvem azul. Sente saudade do riso do arcanjo, do cheiro dos erês, do sabor da baunilha e das asas da borboleta, mas é agora que ela sabe perfeitamente o que é o amor porque e vive da realidade. Esta que é feita de realismo e nada mais.

Um comentário:

  1. Nossa é mais realista do que um idealista de ressaca. O que anda escrevendo?

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